30.11.05

Mais um dia, mais uma asneira.

Decidi alterar o "template" e perdi todos os meus links, além do contador. Isto hoje começa bem.

O Governo apresentou outro plano.

Desta vez foi tecnológico. Mas podia ser sociológico, ou antropológico, que a lógica era a mesma: medidas generalistas, mais umas nomeações partidárias, e uma absoluta ausência de prioridades. Quanto à outra lógica, a de pura e simplesmente retirar os governantes deste estaminé miserável em que transformaram a vida económica nacional, mais uma vez foi coisa que não passou pela cabeça de ninguém. Depois de trinta anos a fazer planos de merda, os nossos governos acham que a solução para o país ainda é a merda de um plano. Que cansaço.

29.11.05

Nova rubrica: poesia.

Na intenção de dar aos nossos leitores tudo o que desejam, descobrimos que um dos sites mais vistos do "blogómetro" é o extraordinário "Poemas de amor e dor", onde entre trinados de Chopin se dá voz ao bardo que esbraceja no peito de cada empregado de balcão da periferia de Salvaterra de Magos. Ora, o grande critério do nosso blog foi muito bem definido pelo dramaturgo Ben Jonson, há uns séculos atrás: "copia os melhores, até seres melhor que eles". Infelizmente para Ben Johnson, os seus contemporâneos chamavam-se William Shakespeare e John Milton, o que lhe dificultou um pouco a tarefa. Nós, pelo contrário, batemo-nos com o inefável João Miranda, a doce Gotinha e o intocável "bibi" do "Aqui é só gatas". Isto para além do referido "Poemas", claro. A coisa não é fácil, mas chega-se lá. Quanto ao Pacheco Pereira, não vamos contar com ele. O homem repete às sextas no Blog o que escreveu às quintas no "Público" e afirmou às quartas no "Círculo" - e ainda é capaz de dizer que o Mário Soares fala demais.

Certo, certo, é que a partir de hoje podem tirar a lira da sacola e acompanhar num arpejo punjente os gemidos lacrimejantes dos nossos funcionários administrativos e delegados comerciais. Para chegar ao topo, meus caros, nós seremos tão implacáveis como um Medici. Linkem o meu blog: a viagem vai começar.

Bento XVI já não quer ter relações com Daniela Mercury.

Não sei se antes queria, ou se podia, ou se por ser heterossexual a questão não é muito importante para a doutrina cristã. O Vaticano anda algo confuso a respeito destes problemas. Apenas sabemos que tudo aconteceu por causa dos preservativos.

Uma péssima notícia para o Espírito Santo (se for Ele o pai).

A América deve sair do Iraque?

Um condutor deve fugir depois de atropelar um peão?

A política na blogotinha: Xixi-Cócó.


Para atrair mais público feminino, O Franco Atirador inaugura hoje uma rubrica inspirada na blogotinha, um prodígio de popularidade criado apenas por mulheres, que ocupa o 11º lugar na lista dos blogs mais lidos do país. Mas este projecto não é inconsequente: a nossa ideia é tentar compreender o sentído político que se oculta em cada uma das suas delirantes "trouvailles".

Hoje, por exemplo, abordaremos o seu post "Xixi e Cocó", onde a Gotinha nos revela duas criaturas que jura terem invadido as lojas recentemente. O Xixi e o Cocó são "foragidos da casa de banho" e propõem-se entrar num mundo "cheio de novas aventuras".

Ora, é evidente que estes dois bonequinhos são uma metáfora para a segunda volta das eleições presidenciais, onde dois candidatos "foragidos da política" se reencontrarão para enfrentarem "novos desafios" e salvar o país. De um lado, o Xixi, que representa Manuel Alegre, Mário Soares, Jerónimo de Sousa ou Anacleto Louçã. E do outro lado o Cocó, que só pode ser, naturalmente, o professor Cavaco Silva. A blogotinha tem razão. Com a sua intuição feminina, ela compreendeu o sentido profundo destas eleições.

28.11.05

Em Gaia continuam a perseguir os homofóbicos.

Senhor homofóbico: na opinião de alguns teóricos do liberalismo, estas meninas são um atentado à sua liberdade. Para apertar as grilhetas, clique com o rato.

Os crucifixos nas escolas.

As pessoas que defendem a manutenção dos crucifixos nas escolas costumam invocar um argumento numérico: a maioria dos portugueses é católica, logo, os outros terão de se sujeitar. É como se houvesse um partido católico com maioria absoluta que poderia governar o país religioso, por conta dos protestantes, muçulmanos, animistas e budistas, um pouco como o PS governa o Estado por conta do PSD, do CDS/PP e dos Barnabés. Ora isto é um raciocínio completamente oposto à natureza íntima da democracia, que deve garantir um módico de protecção das minorias. Não proponho que se retirem cruzes e coloquem meias-luas, evidentemente. O que digo é que se for legitimo usar um argumento de quantidade, ele deve ter um sentido oposto ao que invocam os defensores do crucifixo.

Mulheres na política: a mandatária para o turismo de Gonçalo da Câmara Pereira.



A Andreia é professora de equitação e activista dos direitos dos animais. Gosta de autores como Rawls e Ian Shapiro, mas identifica-se mais com os neo-hegelianos, embora condene a sua desvalorização da política. Nos tempos livres, pratica nudismo.

Angola, vista por uma bailarina do Bonga.

A minha amiga X, que vi apenas duas vezes na vida sentada ao mesmo balcão de um bar que se há-de chamar para sempre Clube da Esquina, é uma negra alta, indolente e cínica como Diógenes, que bebe Johnny Walker em proporções monumentais e fala livremente com quem se sentar ao seu lado, da guerra em África e do pai, que foi uma lenda do MPLA. Eu não sou o Lobo Antunes, mas ouvi-a com prazer.

A X é bailarina do Bonga, costuma dançar em Luanda e por lá fica em casa da mãe, num bairro chique dos subúrbios, com TV satélite e descapotável à porta. Sobre a corrupção endémica, contou-me uma história que é quase uma parábola: certo dia, enquanto lá estava, roubaram uma jante ao automóvel da mãe. Então foram ambas ao representante da marca, onde as atendeu uma jovem prestável, que não podia ajudá-las: uma peça, em Angola, tem de ser encomendada, chega em seis meses e fica presa na alfândega se não se encherem os bolsos a uma pequena potestade. Mas a jovem, cheia de recursos, não se deu por vencida e fez-lhes uma proposta admirável:

- Eu tenho aqui as moradas de todos os "Mercedes" que há em Luanda, por isso é fácil. As senhoras ficam com a lista, e mandam roubar uma jante!

A minha amiga não me chegou a dizer se recuperaram a peça do carro. E eu, também não perguntei.

Cavaco estará velho? Responda e ganhe um bolo-rei.

O discurso é repetitivo e circular. A pose rígida. A atitude obstinada. Ausenta-se em longos silêncios, de que não sai mesmo quando é convidado. Por outro lado, tem bom aspecto para a sua idade. Cavaco estará na plena posse das suas faculdades intelectuais, ou sempre foi assim? Responda ao nosso inquérito, na coluna da direita, e ganhe um pequeno bolo-rei. O prémio será entregue à centésima pessoa a responder. Para o reclamar, basta votar e confirmar depois quantos foram os participantes registados (não precisa de fazer nada, pois esse número vai aparecer). Se foram 100, deixe o seu mail na sua caixa de comentários e eu entro em contacto consigo. Boa sorte.

Boa pergunta.

Clique na imagem para a aumentar.

O que ando a ler: blog!

Kline e Burstein criaram uma boa introdução à blogosfera, muito actual, que já inclui a análise do papel dos blogs nas recentes presidenciais americanas - com destaque óbvio para o "case study" Howard Dean. O livro está dividido em três partes: política, negócios e media/cultura. Cada uma delas inclui um ensaio longo, entrevistas com bloggers famosos, e comentários relevantes, embora desiguais. É uma obra inteligente que cumpre o que promete, e isso é mais do que se pode dizer a respeito da grande maioria dos livros. Quer ter mais leitores que a "Atlântico"? Então vale a pena comprar.

27.11.05

Mulheres na política: a mandatária para as relações exteriores de José Maria Martins.


A Daniela tem 23 anos e quer seguir a carreira diplomática. Ela defende o comércio livre e o aprofundamento do diálogo norte-sul. Nos seus tempos livres, monta a cavalo e pratica dança do ventre.

E que tal uns empréstimos a fundo perdido?

Hoje no Financial Times, um artigo de Dan Roberts (para subscritores) defende o pedido de falência da General Motors. Em nenhum momento se referem "interesses estratégicos nacionais" ou se vocifera contra a "desleal" concorrência do oriente. A Europa fica realmente muito longe.

Os primeiros dias de O Franco Atirador.

O Franco Atirador começou no dia 13 deste mês, a partir de um comentário que fiz a um post do Pacheco Pereira no Pulo do Lobo. Como gostei do resultado, achei que fazia sentido continuar. Afinal eu estudei ciência política e direito constitucional, o que me dá a ilusão, completamente delirante, de conhecer o poder. Estou numa fase da vida em que deito fora mais livros do que leio, o que é sempre um sintoma de bom gosto. E há vários anos que compro o "Financial Times", o "Economist", o "Le Monde", a "New Yorker", a "Granta", a "Modern Painters", a "World of Interiors", a "Aperture", a "Communication Arts" e o "Público" com regularidade. A coisa deve dar para uma boa conversa de café, embora não tão estimulante como a que estaria ao meu alcance se por felicidade lesse o "Expresso".

E afinal o que é um blog, senão uma conversa de café? Nós bloggers (perdoem-me este à-vontade tão precoce), não temos a responsabilidade dos jornalistas. Não corremos os riscos dos políticos. Não obedecemos a hierarquias como os militares. Não cumprimos horários como, espero, os funcionários públicos. Ninguém nos aponta as faltas como aos professores. Não acumulamos processos como os juízes. Acima de tudo, não ganhamos dinheiro e ninguém nos leva a sério, nem convida para almoçar. A não ser os outros bloggers, ocasionalmente. Por isso, que se lixem os leitores. A partir de agora, falo para os autores, como "moi".

Em primeiro lugar, quero agradecer às pessoas que nestes poucos dias já "linkaram" (palavra tenebrosa) ou recomendaram o "Franco Atirador". São elas: o Eduardo Pitta do "Da Literatura". O Pedro Vieira do "Agridoce". O Ricardo Gross do "Babugem". A Slow do "Devagar". O António Moreira do "Fórum Sede". O João do "Metablog". O Cláudio Tellez do "Insurgente" e do seu blog pessoal. E o Hidden Persuader do The hidden persuader e do "Bichos Carpinteiros". Nada mau, para quinze dias. E nada mau para quem só conhecia duas destas pessoas, para quem nunca fez blogs de entretenimento político (chamemos-lhe assim), e acima de tudo, para quem mostra mulheres despidas em posições pouco respeitáveis. Claro que ainda me falta ser "linkado" (valha-me Deus...) por outros bloggers de quem gosto, nomeadamente pelo José Viegas do "Origem das Espécies" e pelo FNV do Mar Salgado a quem tanto faço padecer - tanto, que até lá fiz o meu primeiro inimigo, um comentador de serviço amargo e cínico chamado Stanislaw. Gostava muito que eles gostassem do meu blog, mas não vou lá suplicar-lhes. Tenho o meu orgulho. Se eles quiserem assistir a súplicas, têm que vir até cá. Mas obrigado a todos, caros correlegionários (esta sim, é uma bonita palavra).

Outra coisa que me fascina nos blogs tem a ver com a minha área profissional: comunicação. Eu adoro o "Technorati", o "Site Meter", o "Blogómetro". Desde o início que tentei ter tantos visitantes quantos conseguisse. Anteontem cheguei aos 280. Ontem (um Sábado), foram 250! Em 15 dias de existência, caros amigos. E ainda não fui recomendado pelos blogs mais lidos da nossa pátria, para citar o Manuel Alegre. Usei todos os processos limpos e outros discutíveis para chegar aqui. Espero que ninguém se tenha aborrecido com a minha sofreguidão, mas não imaginam como este meio me interessa: ele permite avaliar resultados imediatamente! É maravilhoso. Isto foi o que eu tentei fazer:

1. Escrever o melhor possível, aqui e acolá.
2. Ser muito provocador.
3. Colocar "links" (vómito de palavra) para o meu blog em tudo o que era caixa de comentário.
4. Criar "teasers" (esta é para os liberais) que trouxessem as pessoas até aqui.
5. Provocar polémicas.
6. Fazer inquéritos e incentivar a participação
7. E até, ó horror, mostrar gente quase nua no desempenho dos seus cargos políticos.


E agora, para estragar tudo, resolvi escrever um texto enorme e chato que ninguém vai ler. É assim vida. Quanto mais alto se sobe, maior é a queda. Mas isto tinha de ser dito. E finalmente foi. Francisco, FNV , não se esqueçam desse link. Por favor. Vá lá... (Como se alguém chegasse ao fim desta pepineira).

26.11.05

Mulheres na política: a mandatária de Francisco Louçã para a família.


A Nicole é estudante, acha que as mulheres são donas do próprio corpo e neste momento luta pelo seu direito a beijar em público pessoas do sexo feminino, masculino, ou outro qualquer. Acredita no poder da massagem terapêutica e quer aprender medicinas alternativas.

O caso Pinochet: Patricia Verdugo fala ao "Público".

Nem de propósito: falávamos de Pinochet e o "Público" decide fazer uma longa entrevista (sem link) a Patrícia Verdugo "que desde os primeiros anos da ditadura militar se assumiu como uma defensora dos direitos humanos". Ela veio a Lisboa para apresentar o seu livro Salvador Allende - O Crime na Casa Branca. A análise segue brevemente.

Confusões a evitar: "O Franco Atirador" e o General Franco.

O caso Pinochet: novos desenvolvimentos.

quem por aí vá dizendo que "foi graças ao liberalismo económico chileno que Pinochet foi derrubado".

"Não fossem as privatizações efectuadas depois do governo de Allende, as políticas de abertura comercial ao exterior e a liberdade de comércio implantada no país pelos «Chicago boys», e o Chile não se teria transformado na mais próspera economia da América do Sul"

"Sendo certo que as ditaduras e o desenvolvimento não co-habitam por muito tempo, a fortíssima classe média que o liberalismo económico gerou no Chile, exigiu o que lhe faltava: a liberdade política."

Perguntas :

Porque é que Milton Friedman e os seus Chicago Boys parecem não ter dado pelos abusos que, segundo jcd, ocorreram no Chile?

Essa liberdade política não chegou com algum atraso? Se jcd tiver razão, 3000 mortos são muito tempo.

Informação importante.

Recordo que o envelopezinho que se vê por baixo de cada post serve para o enviarem por email para algum amigo, se esse fôr o vosso desejo. Sejam democratas: incentivem a participação política.

Mulheres na política: a mandatária para a saúde de Garcia Pereira.


A Mariza acha que todos os operários se deviam unir a ela, para combater a directiva Bolkestein, mas afirma que nada tem contra a livre circulação de capitais. Gosta muito de cavalgar e de praticar desportos de equipa.

Mulheres na política: a mandatária para a juventude de Botelho Ribeiro.


A Sónia tem um mestrado em ciências económicas. Ela ama a natureza, gosta de touradas e acredita num mundo em que todos os homens podiam ser felizes.

A estranha comemoração do 25 de Novembro.

Parece que em 25 de Novembro de 1975 esteve quase a ocorrer um golpe de estado da extrema-esquerda, a quem era atribuida a malévola intenção de derrubar o regime e tomar o poder. A expressão "esteve quase" resume bem, na minha opinião, o absurdo destas comemorações. Pois esteve, mas não aconteceu. Exceptuando umas miseráveis escaramuças, os radicais de esquerda ficaram ordeiramente em casa, a tremer, a comer torresmos e a beber copos três. Sem querer desmerecer a coragem do General Eanes, estamos a comemorar o quê? A feliz circunstância de eles não terem aparecido?

Truques eficazes para atrair visitantes. Nº 1: mulheres nuas.


A "operação Site Meter" deste fim-de-semana vai provar que a internet não tem que morrer ao Sábado. Para começar, vejam só este borrachinho do Século XVI.

Nota melancólica.

Acredito que é interessante discutir nos limites da razão, por se tratar de um território emocional, não intelectual. As análises falham quando a informação se contradiz ou quando os protagonistas adquirem uma estatura tão simbólica que carregam em sí todo o peso de um sistema. É o caso de Pinochet. Nessas circunstâncias, só temos um remédio: confiar nas nossas emoções. Carregamos dentro de nós um modelo autoritário, dominador, que ordena o real, ou antes uma atitude libertária, que o confronta e que progride e se recria na desordem? É apenas uma das perguntas.

Provavelmente nunca vamos saber com exactidão o que ocorreu no Chile. A época não era propícia a análises lúcidas e independentes. Ouve demasiados mortos para podermos ser frios, e há demasiados vivos para podermos ser desinteressados. Mas eu sei com quem estão as minhas emoções. E elas não estão com Pinochet.

25.11.05

Os inconvenientes de uma sociedade liberal?

Ele foi ou não foi um Liberal?


Tudo parece estar em causa sobre Augusto Pinochet. Respondam ao inquérito na coluna da direita.

Em que ficamos, sobre Pinochet?

Dois liberais divergem sobre Pinochet.

Para jcd , co-autor do "Blasfémias":

- "Desapareceram cerca de 3000 pessoas durante o regime de Pinochet."
- "A falta de liberdade e a violência gratuita nada têm a ver com liberalismo.
- "O que havia (e há) no Chile era liberdade económica, apenas."

Mas sob o seu governo "o Chile tornou-se no país mais rico da América Latina."

Para Cláudio Tellez, chileno e co-autor de o "O Insurgente":

- "dessas 3000 pessoas desparecidas citadas em outro comentário, pelo menos dois terços "desapareceram" de armas na mão, lutando contra os militares."
- "os militares chilenos agiram corretamente eliminando os extremistas de esquerda e reestabelecendo a ordem, mas não podemos esquecer que nem todos os desaparecidos desapareceram dessa maneira."
- "Pinochet (...) foi (...) responsável pelo fim da experiência socialista chilena, que de via pacífica não tinha nada - já que o extremismo de esqueda cobrava vítimas no Chile pelo menos desde a década de 1960 e o governo de Salvador Allende tornou-se inconstitucional."


Uma pergunta. Será que isto não é demasiado polémico, Claudio Tellez:
- "Aplaudo a eliminação dos extremistas, terroristas e outros criminosos da esquerda que agiram no Chile, mas condeno a eliminação dos que não fizeram nada além de manifestar suas idéias e convicções."

Vejam os comentários completos: aqui

E agora, jcd?

"Considero que os militares chilenos agiram corretamente eliminando os extremistas de esquerda e reestabelecendo a ordem, mas não podemos esquecer que nem todos os desaparecidos desapareceram dessa maneira. Houve também abusos da parte dos militares e pessoas supostamente não ligadas a atividades de extremismo de esquerda também perderam a vida - o que é condenável. Uma coisa é ser um extremista, ter recebido treinamento de guerrilha, portar armas contrabandeadas de Cuba e praticar atividades revolucionárias. Outra coisa é ter idéias, posições ideológicas, crenças ou convicções... mas sem passar às ações. Aplaudo a eliminação dos extremistas, terroristas e outros criminosos da esquerda que agiram no Chile, mas condeno a eliminação dos que não fizeram nada além de manifestar suas idéias e convicções.

Abraços,
Claudio Téllez"



(Ver comentários ao post anterior).

Pinochet: o liberalismo não compensa.



Anteontem de manhã um juiz chileno ordenou a prisão domiciliária do ex-ditador.

Coisas que nunca mudam: #1

Comprar o Le Monde pela manhã e encontrar um artigo sobre Manuel de Oliveira. É o cúmulo do soarismo.

Mulheres na política: a mandatária para a juventude de José Maria Martins.



A Karina é arquitecta paisagista, gosta de animais e acredita no modelo social europeu. Com ela se inicia uma importante rubrica neste blog, que pôe em destaque a participação activa das mulheres na vida pública portuguesa.

24.11.05

Super Mário: um blog contra Mário Soares.

O candidato fala com o povo, o blog fala de cátedra. O candidato anda nas ruas e nas praças, o blog nas torres de marfim e nos corredores do poder. O candidato pede participação e debate, o blog desencoraja-os. O candidato fala em democracia, o blog combate-a. O candidato suscita comentários, o blog proibe-os. Nunca um velho de espírito jovem foi apoiado por tantos jovens de espirito velho. Bem-vindos ao pequeno mundo do Super Mário, um blog que Mário Soares não merece.

O Blog de Esquerda já nos tinha chamado a atenção para essa apagada tristeza. Vale a pena transcrever:

"Facto 1: o principal blogue de apoio ao único candidato de direita às eleições presidenciais aceita comentários.
Facto 2: o principal blogue de apoio ao principal candidato de esquerda às eleições presidenciais não aceita comentários."

O post merecia resposta? Claro que merecia. Para quem diz combater uma "esfinge", era no mínimo irónico que os autores do Super Mário pusessem o rabo entre as pernas. O post teve resposta? Claro que não teve. Esta gente só aprecia o diálogo se fôr feito pela Direita. Cavaco tem de falar com eles, mas eles não têm de falar connosco.

Como já referi antes, o triste exemplo de arrogância vácua, presunção e elitismo deslocado que nos dá o Super Mário está longe de ser caso único. Mas aqui ele assume proporções significativas. Estes são os autores do referido blog que também escrevem as suas páginas pessoais:

André Belo, que escreve o Garedelest
António M. Costa, autor do Diário da República
Ivan Nunes, que escreve A Praia
João Pinto e Castro, autor do Blogoexisto
Pedro Adão e Silva, que escreve o Arquivo
Rui Branco, autor de True Lies
Vital Moreira, co-autor de Causa Nossa

E agora pergunto: entre estas sete pessoas, que partilham com o povo ignaro as pérolas da sua inteligência, quantas aceitam que o mesmo povo lhes responda, comentando os seus blogs? Um número miserável, leitor, tão miserável que nem justifica o suspense: apenas uma.

Parabéns, António M. Costa - é por isso que eu ainda leio o seu Diário da República .

Todos os outros preferem ignorar o exemplo de diálogo e convivialidade que lhes é apontado pelo seu candidato a Presidente. E creio que não o ignoram por distracção. Ignoram-no por ambição . Eles sabem que a pose majestática e os punhos de renda atraem alianças, neste país de fidalgotes. O engraçado é que essa mesma pose os irrite tanto em Anibal Cavaco Silva. No fundo queriam elegê-lo como mestre, e têm de o defrontar como adversário. É feita desses equivocos a vida no "centrão".

Até Janeiro, o combate político dos soaristas será feito com armas muito diferentes: o candidato usará a conversa, o blog, as postas de pescada. Mas algo me diz que nos continuaremos a divertir muito com o Super Mário. Um blog de desapoio à candidatura de Mário Soares.

Brevemente no "Expresso": uma entrevista exclusiva com Stanislaw, o ursinho de Maria Cavaco Silva.


Um olhar rigoroso e independente sobre os anseios, as expectativas, as angústias de quem não abandona a esposa do candidato, numa campanha em que a familia está proibida de participar.

23.11.05

“O Fado persegue-me em sonhos!”: o testemunho intenso e comovedor de um rebelde Iraquiano levado para Bydgoszcz, na Polónia.

FA: Abdul-Aziz al-Zajir, quanto tempo esteve no cárcere secreto da CIA na Polónia?
Abdul : Seis, ou sete meses. Perdi a conta.
FA: E foi alvo de tortura nesse periodo?
Abdul : Todos os dias.
FA: Fale-nos desses momentos dolorosos.
Abdul : Ela... mal amanhecia, ela começava logo a cantar. Conhece “As rosas”?
FA: Não.
Abdul : (Faz uma pausa. Engole em seco. Depois entoa, com sofrimento)

Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras…


FA: Mas… E a Convenção de Genebra? Não a aplicavam nessa prisão?
Abdul : Genebra não é na Polónia, é na Suiça. Em Bydgoszcz só se aplicavam fados. (Pausa longa) À tarde, ela mudava de estilo. Se estivesse mal disposta, escolhia “As asas”, por exemplo:

Eu quero lançar raízes
E viver dias felizes
Na outra margem da vida.
Solta os cabelos ao vento,
Muda em riso esse lamento…


FA: Por favor, Abdul, chega...
Abdul : Espere, que havia pior…
FA: Pior?!
Abdul : Há uma canção da Dulce Pontes…
FA: Oh, não!…
Abdul :

Linda ciranda
ciranda linda,
gira que gira e torna a girar;
Quando eu morrer
oh ciranda linda, deixa um luzeiro
para que o possa ver…


(Fica em silêncio. Imóvel e exangue)

FA: Abdul... Como é que você aguentou?
Abdul : Aguentar? Meu amigo, se eu pudesse explodia.

Kátia Guerreiro canta nas prisões secretas da CIA.

REUTERS 7:30 AM:
A CIA CONVIDOU A FADISTA KÁTIA GUERREIRO MANDATÁRIA PARA A JUVENTUDE DA CANDIDATURA DE CAVACO SILVA A FAZER UMA TOURNÉE NUM NÚMERO INDETERMINADO DE PRISÕES LOCALIZADAS NOS PAÍSES DO LESTE DA EUROPA STOP FONTES PRÓXIMAS DA AGÊNCIA DE SEGURANÇA ADMITEM QUE A CIA PRETENDE LIMPAR IMAGEM PÚBLICA APÓS ESCÂNDALO DOS VOOS SECRETOS QUE TRANSPORTARAM SUSPEITOS DE PRÁTICAS TERRORISTAS PARA MASMORRAS NA ROMÉNIA E POLÓNIA STOP O UCRANIANO IVGEVIENI MORASVITZICH EX-CONSULTOR DO KGB DECLAROU ONTEM QUE QUOTE É NATURAL QUE A CIA QUEIRA SUBSTITUIR A TORTURA DOS SEUS PRISIONEIROS POR MÉTODOS MAIS PACÍFICOS DE PERSUAÇÃO STOP MAS DUVIDO QUE ESTA INICIATIVA RESULTE POIS A FADISTA NEM SEQUER CONSEGUIU PÔR A FALAR O SEU PRÓPRIO CANDIDATO A PRESIDENTE QUANTO MAIS UM TERRORISTA ISLÂMICO STOP END QUOTE ESPECULA-SE O QUE DIRÁ ANÍBAL CAVACO SILVA EX-PRIMEIRO-MINISTRO DOS HISPÂNICOS E ACTUAL CANDIDATO AO CARGO OCUPADO PELO REI JUAN CARLOS STOP INQUIRIDO SOBRE O ASSUNTO O LIDER DOS REBELDES SOCIALISTAS MÁRIO ALBERT SOARES GARANTIU ONTEM QUE ELE NÃO IRÁ DIZER ABSOLUTAMENTE NADA STOP

22.11.05

"Teresa" e "Maria", três dias depois do beijo.



O vicio deixou marcas no rosto destas pequenas, que não escondem a culpa que as consome pelo seu tenebroso acto. Em Vila Nova de Gaia já ninguém as reconhece.

"Teresa" e "Maria", duas estudantes mimosas de Vila Nova de Gaia no auge da sua inocência.


Eram assim as duas meninas, antes de darem o pecaminoso beijo que as perdeu. Haverá no mundo dois rostinhos mais doces e inocentes?

Dia de Glória.

Ainda há uma semana começou este blog e já a Quitéria Barbuda, com a sua horrenda brigada, me dedicou dois comentários. Isto é que é notoriedade!

21.11.05

Segunda parte de "Dona Pombinha e as Lésbicas - uma novela sobre a Roménia do Século XXI": a Sombra do Caçador.

Entre Lubamgo e Menongue, próximo de Xangongo, nas margens do rio Cunene, Nhangana Sousa Tavares (como é conhecido entre os Sobas) ressonava a sono solto à sombra de um baobá, enquanto o fiel Belarmino, com uma folha de palmeira, afastava os marimbondos. A seus pés jaziam dois leões esventrados, com chumbo na moleirinha, e uma alcateia de hienas, todas vivas, tentando ferrar o dente no Simba Rei da Selva, mais tenro agora que não podia protestar. As hienas, como o leitor reconhece, não se incomodam com a presença de um fumador.

Nhangana Sousa Tavares acordou sobressaltado quando a lider da alcateia, por engano, confundiu a juba do felino com a barba de três dias do seu carrasco e glamoroso jornalista do "Público", em khakis. Infelizmente a bicha aproximou-se demais, levando um balázio na testa que a pôs com dono, embora sem cabeça - era assim que, na sua opinião, deviam ser tratadas todas as bichas. E por falar em "Público", aquele não era dia de dormir! Estava a crónica aprazada para sair na sexta-feira, ao lado do Prado Coelho e do Pedrinho da pé-primária, o doutor da Casa Pia, sempre pronto a salvar mais um mocetão de corpo feito das garras de um pai de família. Ele odiava aqueles tipos efeminados de falinhas mansas. O gordo do Coelho, infelizmente, já era uma instituição. Mas o Strecht, pá, que fosse dar banho aos miúdos, mais o Diabo que o carregasse. Um homem nem era livre, com tanto constrangimento!

De que falaria hoje? De animais, como era costume? Não. Ali em Angola apetecia-lhe fauna mais grossa que os políticos da metrópole. De bichas? Não. Disparar para um paneleiro é como atirar a um gambozino: nunca se sabe se ele está à nossa frente ou, lagarto, lagarto, atrás de nós. Falaria de gajas? Não. Diriam logo que falava muito e mordia pouco. E se as gajas fossem políticas? Não. Por cada Amaral Dias havia duas Odetes, e por cada Odete uma Roseta, e atrás dela a Pintassilgo, que era como a Madre Teresa, e lá se estragava a masculinidade de um tipo, com pau de Cabinda ou sem ele.

Mas... E se as gajas que fossem bichas? E se ele falasse de lésbicas?!

Na aula de Geografia, em Vila Nova de Gaia, duas adolescentes olharam para a parede, onde um velho mapa das colónias, legado por Salazar, as encheu subitamente de um inexplicável terror.

(Continua)

Que diria o professor Anibal Cavaco Silva se visse duas acessoras a beijarem-se languidamente?



Não dizia nada, como de costume.

Dona Pombinha e as Lésbicas - uma novela sobre a Roménia do Século XXI. Primeira parte.

A pátriazinha ditosa alvoroçou-se porque duas adolescentes deram um beijo numa caverna das berças para os lados de Gaia. A caverna tem um nome: chama-se Escola António Sérgio. Já as pequenas, infelizmente, continuam incógnitas. Sabe-se apenas que comemoravam uma boa nota e ficaram com uma má recordação. O mal de haver poucos homens a ensinar no Secundário comprova-se por este exemplo: se fosse um professor a encontrar as duas raparigas em tão notória lambuzadela, não as interrompia com todo aquele aparato. Pelo contrário, dava tempo ao tempo, avaliava o talento osculador da sua preferida e, enquanto a cena durasse, se calhar até afastava dali algum fedelho mais sobressaltado. Afinal, são essas alegrias que fazem um homem pensar duas vezes antes de aderir à próxima greve.

Mas não. Em vez disso, as raparigas foram achadas nesse dia funesto por uma "auxiliar de educação", que prestimosamente as conduziu ao "Conselho Executivo", onde a Vice-Presidente as informou aos gritos que eram "lésbicas" (um grave insulto, em Vila Nova de Gaia). Depois, o director da turma comunicou à mãe de uma dessas perdidas que a sua criança amorável "tinha um caso com uma mulher". Não sabemos se a traumatizada senhora riscou a filha da herança de cinco alqueires de trigo, duas vacas, uma vara de porcos e meio arrátel de grão de bico. Mas sabemos que o caso chegou a Lisboa pela imprensa popular e pela TVI, que não são bem a mesma coisa. Na imprensa popular, desfalecem miseráveis estagiários. Na TVI pontifica Miguel Sousa Tavares, o terror dos pusilânimes. O caldinho estava entornado.

(Continua amanhã).

Um caso flagrante de exibicionismo típico das comunidades gay e lésbica.


Ainda bem que o Miguel Sousa Tavares está atento a estas imperdoáveis exposições públicas de "afecto" homossexual. Aqui no blogue não gostamos de pessoas politicamente correctas.

18.11.05

||| Vaidade das vaidades: os mais pedantes da blogosfera.

Inspirado em Francisco José Viegas (um pouco como o monstro se inspirou em Frankenstein) e na sua "Revista de Blogs", dou aqui início a uma pesquisa sobre os blogs mais afectados de Portugal. A missão de escolher, entre dezenas de exemplos admiráveis, os que são realmente pedantes e arrepenicados, não é fácil. Por isso criei uma grelha, que dará a essa tarefa um propósito científico. Para alcançar a categoria honrosa de "bonbonnière da semana", um blogue deve obedecer em simultâneo a estes critérios:

1- Excluir os comentários.
É um sinal de que o autor não deseja ser incomodado, na sua nobre actividade, pela intervenção de gente estranha e opinativa, muito em particular pela gente estranha que o lê. Haverá coisa mais maçadora, para um espirito superior, do que falar com a humanidade e receber dela uma resposta? Na opinião destes senhores, não há.

2- Nunca esquecer um amigo.
O princípio é louvável. Mas a lógica do "petit noyau" tem alguns, pequenos, inconvenientes. É que nessa conversa, entre as piscadelas de olho aos "compagnons de route", as cumplicidades amáveis e os elogios sempre retribuidos, há alguém que fica lá fora: você, leitor.

3- Ser sério.
Goethe dizia, se a memória não me falha, que um homem com os sentidos despertos se rí de quase tudo, enquanto um homem inteligente se ri de quase nada. Os blogs muito auto-conscientes nunca falham: quando não são simplesmente sérios, possuem um humor refinado, que se assemelha ao sussurro do vento entre dois postes de alta tensão - parece inocente, mas inquieta-nos. A corte não ri de sí própria, afirmava um filme francês. O que nos conduz ao quarto critério:

4- Fazer citações.
Há que ser cuidadoso, se o autor do blog não quiser acabar como o João Pereira Coutinho - no Expresso. O importante é que o nível das citações se adeque à formação média do leitor. Para leitores liberais, ou católicos conservadores, o Sousa Tavares basta, desde que seja temperado com um verso de Shakespeare, uma tela de Turner ou uma atriz bonita, doce e morta, como a Audrey Hepburn. Os conservadores adoram gente morta (eu também sou, a esse respeito, conservador). Já a Esquerda é muito mais complicada, porque nunca se põe de acordo, a começar pelas presidenciais. De resto os blogs de esquerda acabam depressa, entre quezílias e abespinhamentos, por isso não sei se algum irá fazer parte da minha lista.

5- Ser ligeiramente desdenhoso.
Eis o traço que distingue um blog insuperavelmente petulante: o talento para transformar palavras em esgares. Aqui o itálico dá sempre jeito. Um tratamento por você, também ajuda. Um pequeno toque de superioridade intelectual, então, é perfeito: "Wikipédia? Você disse Wikipédia ?". Esta é uma qualidade rara, mas tudo se consegue com prática.

No próximo post desta rubrica, vou eleger o blog mais pedante da semana. Até lá, aceito sugestões.

Há posições em que deve ser muito dificil fazer um blogue de comentário político.


Pensem nisso.E há outros exemplos, mas não me parece que sejam tão felizes.

17.11.05

Público pedido de desculpas ao Sr. Prof. Dr. Cavaco Silva.

Exmo. Senhor,

Venho publicamente, em meu nome pessoal, como colaborador do blogue "O Franco Atirador", pedir-lhe públicas desculpas por um «post» que aqui foi editado e o visou pessoalmente. Faço-o, repito, em meu nome pessoal, sem ter pedido autorização a nenhum dos meus colegas, muito menos ao meu Amigo de sempre Luis M. Jorge.
Pessoalmente, entendo que o LMJ cometeu um erro e, porque não dizê-lo, uma incorrecção, que não deveria ter acontecido. Mas deixe-me acrescentar-lhe que, «post» à parte, o LMJ é uma excelente pessoa, um homem honrado e uma pessoa de bem. Como, de resto, todos os que escrevem há quase uma semana neste blogue.
Se lhe apresento publicamente desculpas é porque entendo que ninguém tem o direito de se imiscuir na vida privada dos outros, seja de quem for, menos ainda quando se não conhecem as pessoas, o que é o caso concreto do Senhor. Isso nunca sucedera no «Franco Atirador», onde, apesar das picardias que, por vezes, todos vamos protagonizando, nunca se ultrapassou o limite da vida pública de ninguém. E, de resto, nem mesmo essa nos costuma interessar: aqui debatem-se ideias, valores e acontecimentos políticos. Mais nada.
Por isso, eu não gostaria de ver o Franco Atirador transformar-se naquilo que, infelizmente, se transformou a grande parte da nossa comunicação social: em «tribunais» públicos, onde, quantas vezes, se crucificam de forma leviana, publicamente, pessoas que, muito tempo depois, se constata serem absolutamente inocentes. Posso garantir-lhe que, aqui no Franco Atirador, onde temos, todos nós, um forte sentido da responsabilidade pessoal de serviço público que prestamos, nunca isso sucedeu, nem sucederá.
Não sei se o LMJ tencionava ou não retirar o «post» que o ofendeu ou desculpar-se pessoalmente. É matéria que só a ele diz respeito e não me substituirei ao seu juízo. Tirar, ou manter, nesta altura o «post» é, parece-me, indiferente. O prejuízo que ele poderá ter provocado está feito e, nessa medida, restam, em minha opinião, duas coisas: renovar-lhe o pedido e desculpas e desejar que isto tenha servido de lição, a todos quantos utilizam esta tão útil quanto perigosa «ferramenta» que é, sensu lato, a comunicação social.

Com os meus melhores cumprimentos,

Luis

Cavaco estaria sóbrio?


No blog "Blasfémias" estoirou a polémica. Por causa da entrevista de Cavaco Silva à TVI alguém sugeriu que havia álcool a mais dentro daquele estúdio. Logo se sucederam os lamentos e as desculpas . Eu, agora que penso nisso, não sei bem porquê. Parece-me evidente que o candidato da direita não podia estar, como direi, no seu estado, enfim, mais normal.

16.11.05

Provérbio da semana:

"Não há festa nem festança onde não apareça a dona Constança".

Momento alto da entrevista de Constança Cunha e Sá a Cavaco Silva.

15.11.05

Pergunta inocente.

Depois de ter faltado ao voto do orçamento, como é que Manuel Alegre vai combater a abstenção nas presidênciais?

Maus exemplos.


Ressaibiados com o triste desempenho de Cavaco Silva na TVI, alguns liberais decidiram culpar a antrevistadora, Constança Cunha e Sá. Ao que parece ela foi buscar ao álcool a coragem para não tratar o Grande Lider com o temor reverencial que os media lhe têm dedicado ultimamente. O que me leva a fazer uma pequena pergunta. O que têm os liberais contra alcoólicos acutilantes?

Por dentro da campanha #1

Mário Soares para Joana Amaral Dias:

"Oiça lá, Joana, você é minha mulher, minha filha, minha neta, ou o quê?"

Cavaco Silva, por Constança Cunha e Sá.

Clique na imagem para aumentar.

Os apoiantes de Cavaco Silva tentam consolar o candidato após uma entrevista que não correu lá muito bem.

Clique com o rato para aumentar.

14.11.05

Cavaco na TVI: a queda de um anjo.




Citação de um eleitor: "veni, vidi, perdi".

Em quem votaria Nossa Senhora?


Agora que a nossa cidade foi consagrada a Maria, é bom que os eleitores lisboetas façam esta pergunta antes de colocarem a cruzinha no boletim de voto: em quem votaria a "Rosa Mística, Consoladora dos Aflitos, Torre de Marfim, Espelho de Perfeição, Porta do Céu, Rainha dos Anjos e da Paz" (obrigado RAF), isto é, a Nossa Senhora de Fátima? Em Jerónimo de Sousa? Em Francisco Anacleto Louça? Em Carmelinda Pereira? Pensem melhor.

Nova polémica no "Bichos": mãe da pequena Joana declara o seu apoio a Cavaco Silva.

Depois desta caixa , sabemos de fonte segura que a autora do blog Bichos Carpinteiros se prepara para publicar outra acusação altamente comprometedora para Aníbal Cavaco Silva. Ao que parece a mãe da pequena Joana, Leonor Cipriano, terá declarado o seu apoio a Cavaco Silva já depois de ter sido condenada a 20 anos de prisão pelo assassinato e esquartejamento da sua filha pequena. Interrogado sobre esse rumor, Mário Soares já afirmou que a condenada "não deve gostar da Liberdade" e que por isso merece a sua longa pena de prisão. Quanto ao candidato da direita, continua sem dar cavaco, quer a Soares, quer a Joana Amaral Dias, quer à sua nova e entusiasmada apoiante.

Afinal, ainda há esperança para Mário Soares.


Segundo uma sondagem do semanário Expresso, o candidato Mário Soares já se encontra à frente de Manuel Alegre na preferência dos eleitores.

13.11.05

Um pulinho ao "Pulo do Lobo".

Há dois ou três dias visitei o novo "blog não oficial" de apoio à candidatura de Cavaco Silva à Presidência da Républica: o "Pulo do Lobo" . Fiquei particularmente entusiasmado com um fecundíssimo post que José Pacheco Pereira dedicou à fascinante problemática dos "políticos profissionais". Podem encontrá-lo aqui. Deixo-vos também o comentário que fiz na ocasião a esse documento:

"Depois de ler o seu post, o professor Cavaco Silva há-de sentir-se como aquele homem que se admirava por escrever "prosa" de cada vez que pegava em papel e caneta. Já estou a imaginar o seu candidato à hora da refeição, num pequeno diálogo doméstico, provocado pela leitura deste blog:

- Querida...
- Diz, Aníbal.
- Lembras-te quando eu disse àqueles malandros dos jornalistas que não era como aqueles malandros dos políticos?
- Claro que lembro, amor. Olha, come mais esta fatiazinha de bolo rei...
- Obrigado... Pois hoje mesmo fiquei a saber pelo Pacheco Pereira que...
- Esse Pacheco não era deputado?
- Sim, mas nunca foi malandro, como os outros que andam por lá. Fez uma grande biografia do doutor Álvaro Cunhal.
- Ah, o doutor Cunhal! Um grande homem...
- Pois hoje eu percebi porque é que embirro solenemente com aqueles malandros todos. É porque eles fizeram a Revolução Francesa e o Iluminismo, enquanto eu...
- O Doutor Soares?! Não sabia que ele era tão velho...
- ...enquanto eu, procurei a política como complemento da riqueza, ou melhor da "riqueza", no sentido weberiano da tradição protestante.
- Ó Anibal mas nós somos católicos, não somos?
- Sim, filha, mas o personalismo cristão também concorda comigo.
- O senhor Bispo tem sido muito simpático para a nossa candidatura...
- Eu tenho uma dimensão meta-política, enquanto o doutor Soares é teleológico.
- Não, Anibal, o doutor Soares é ateu... Agora a doutora Maria Barroso, talvez...
- O Pacheco explicou tudo muito bem. E até pusemos isso no programa do PSD.
- Mas Anibal, nós não somos independentes?
- Somos, querida. Dá-me mais uma fatia, por favor."

Começa assim o meu modesto contributo para a campanha eleitoral.