12.12.05

E agora, tudo aquilo que você queria: mais um peditório de Natal.


Há quem se preocupe com os sem-abrigo, há quem chore com o destino dos meninos pobres no Rio de Janeiro, há quem suspire pelos feridos de guerra do Sudão. Eu vou às lágrimas quando penso nas ruas de Veneza, sujeitas ao arrepiante patrocínio do consulado Berlusconi. Frívolo? Paciência. É bom saber que os anjos desta e desta organização não dormem em serviço.

Este Natal, lembre-se da cidade de Henry James, Byron, Bellini, Tintoretto, Whistler, Proust, Carpaccio, Veronese, Browning, Casanova, Ticiano e Joseph Brodsky. No meu outro blog, que anda um pouco adormecido, podem saber mais coisas a respeito da Sereníssima.

Quanto à imagem, é de Canaletto, e revela-nos o troço do Canal Grande onde se ergue a Igreja de la Salute, vilipendiada por John Ruskin por causa das janelas estreitas da cúpula e do "ridículo disfarce dos contrafortes em volutas colossais" ("the ridiculous disguise of the buttresses under the form of colossal scrolls", a tradução é minha e aceito correcções). Esquisitices, portanto.