25.12.05

A pedra no sapatinho da Cultura.

O empresário Joe Berardo tem quatro mil obras de arte que pretende doar ao nosso país. Como a colecção inclui peças de Bacon, Balthus, Richter, Wharol, Basquiat, Delaunay, Yves Klein, Mapplethorpe, Oldenburg, Picasso, Bazelitz e Pollock (não quero ser exaustivo), Berardo teve a presunção de requerer que a exibissem num local importante de Lisboa. Eu confesso que achei isto naturalíssimo e saudável: quem faz uma doacção, pode sempre fazê-la de modo condicional. Cabe ao seu depositário aceitar essas condições ou não; e José Sócrates, representante eleito do Estado Português, aceitou-as.

Estes senhores, naturalmente, discordam: eles gostariam que "10 milhões de bolsinhos tivessem dado o seu acordo ao negócio, cada um de per si e não por interposto José Sócrates, que decidiu abusivamente em seu nome sem que para tal fosse mandatado".

Dada a qualidade destes argumentos, as minhas sólidas convicções estremeceram. E agora julgo que o Primeiro-Ministro esteve mal em vergar-se à obstinação do coleccionador. Porque, bem vistas as coisas, para que serve guardar quatro mil obras da melhor arte contemporânea no Portugal do Presidente Cavaco e do Blasfémias? Mais vale entregá-las a um povo que as saiba apreciar.

5 Comments:

Blogger Muslim said...

interesting blog

11:32 da manhã  
Blogger Luis M. Jorge said...

Yeah.

11:35 da manhã  
Anonymous Othon, Adjuto said...

Obsesión de los muslimes con Berardo....

8:32 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

El Cristianismo Catolico es la Religion de la Fraternidad Universal.

8:35 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Mazagao portugues....?

9:33 da manhã  

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