29.12.05

Por falar em traição (II).

Enquanto estava em Roma passei várias tardes na Galeria Borghese, o mais belo de todos os museus. Aí apreciei, em particular a sala onde se encontra o nú de Pauline Bonaparte, esculpido por Canova. Pauline, que era irmã de Napoleão, escandalizou meia Europa com o seu espírito picante e licensioso. Na mão esquerda ela segura uma maçã, em alusão ao Julgamento de Páris, que ofereceu a Afrodite o mesmo fruto, provocando a ira de Hera e de Atena, o que viria a dar origem à guerra de Tróia. Mais interessante ainda é o fresco que De Angelis pintou no tecto deste local. Trata-se também do "Julgamento de Páris", onde uma outra maçã e uma outra Afrodite comunicam novos sentidos à escultura e maravilham o observador. Eu orgulho-me de ter levado ainda mais longe essa simbiose entre obras de arte, graças à fruta de mármore de Maurizio Grossi e ao convívio de uma jovem amiga que me acompanhou.

2 Comments:

Blogger _Slow_ said...

que maravilhosa está a ser esta série traição... e, sim, uma bela companhia dá sempre outro colorido a qualquer museu.

12:31 da manhã  
Blogger Luis M. Jorge said...

Muito obrigado, slow. Talvez agora a convença a esclarecer-me como coloca música nos seus posts. Ou é segredo?
;-)

11:31 da tarde  

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