25.1.06

Louçã.

O Bloco de Esquerda não acabou com estas eleições. Apenas descobriu que tinha chegado ao limite dos votos que correspondem ao seu programa. O Bloco tem vivido de causas "fracturantes", num país que é cada vez menos moralista e menos castrador. A sua cartilha vai ter de ultrapassar rapidamente a questão do aborto e dos casamentos homossexuais: não porque sejam causas erradas, pelo contrário, mas porque são inexoráveis. Nunca valerão mais que cinco por cento do eleitorado.

Por formação, os estrategas do Bloco estão a passar ao lado do grande combate da esquerda nos próximos anos: o ambiente, a protecção dos recursos naturais, a luta contra o aquecimento global. Mas essa não é uma guerra para trotskistas de museu, mesmo que pareçam modernos e bem falantes.

4 Comments:

Blogger R2K said...

Hi from NYC :)

Bathroom Review

12:46 da manhã  
Blogger R. said...

Se bem me lembro foi Francisco Louçã o único candidato que se referiu a problemas ambientais durante as eleições. Também concretamente, algures, sobre a falta de fiscalização a um grupo de empresas qualquer, que poluía numa zona qualquer, já não recordo mas vi na tv! E os problemas ambientais, por vezes à mistura com globalização, são assunto predilecto de Miguel Portas…!
Parece-me que isso do Bloco apenas escolher causas fracturantes se baseia numa ideia criada há anos, que nessa altura talvez tivesse um fundo de verdade. Hoje não, como se viu nas eleições. Os temas de Louçã foram os mesmos dos outros candidatos: reformas, desemprego, défice, UE… Com ideias diferentes, claro!

4:23 da tarde  
Blogger Luis M. Jorge said...

Não concordo, R. O bloco tem feito um "lip service" a esses temas, mas não os levou muito a sério. Todos os bloquistas que conheço (e conheço vários) se estão completamente-a-borrifar para essas questões. Preferem discutir os "direitos" da função pública, que é a sua área sociológica. O resto é secundário.

4:39 da tarde  
Blogger Luis M. Jorge said...

Quanto aos temas fracturantes: é verdade que estão menos presentes, mas essa ausência só os torna mais iguais ao PC e à esquerda do PS. A verdade é que há demasiada esquerda neste país, que é profundamente anti-liberal. Mas eu sei que discordamos nisso.

4:42 da tarde  

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