26.1.06

À medida deste desmedido.

A respeito de um post meu, o Eduardo Pitta parece sugerir (não tenho a certeza se o faz) que estou no limiar da discussão política e no começo do moralismo. E diz mais:

Nenhuma candidatura, nenhum grupo específico de eleitores, detém o monopólio da maldade ou da virtude. Amigos meus fazem parte da nomenklatura de Alegre, a qual integra mais meia-dúzia de personalidades que admiro abertamente. Tal como acontece com a de Soares, que também não está isenta de tontos e arrivistas. Não há eleitorados quimicamente puros. Há, digamos, tendências mais visíveis do que outras. E foram essas tendências que fixaram o perfil das candidaturas.

Bom, estes argumentos são inatacáveis. É injusto tipificar os eleitores de um candidato em termos que os menorizam face a outros com idênticas limitações. Também eu tenho a perfeita noção das fraquezas humanas, demasiado humanas, de muitos apoiantes de Soares. O que talvez me falte, Eduardo, é uma boa noção das minhas. Mas estou a aprender.

2 Comments:

Blogger Eduardo Pitta said...

Caro Luis: de maneira nenhuma! Eu podia assinar o seu post (aquele que linquei). O retrato que faz do eleitorado Alegre é perfeito. Se, por um lado, pus um ponto final nas presidenciais, por outro não resisti a «responder» a quem me acusa de «superioridade moral» (santos deuses) e até de... «elitismo fascizóide» (e esta?). A ligação ao Franco Atirador visa reforçar o meu ponto de vista.

6:00 da tarde  
Blogger Luis M. Jorge said...

"Fascizóide". Ora aí está uma interessante palavra que já não ouvia há tempos.

Quanto ao seu post, ele veio ao encontro de um remorso meu, e talvez por isso o tenha lido a uma luz menos favorável para mim (também me acusaram de ser incorrecto para alguns candidatos). Mas ao menos fico contente por saber que fui útil e agradeço o link, mais uma vez.

1:02 da manhã  

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