31.1.06

Valha-nos Deus.

Um jornal dinamarquês publicou doze cartoons que gracejavam levemente com as idiossincracias do Profeta Maomé. A ideia era mostrar aos assassinos de Theo van Gogh e Pim Fortuyn que não tinham conseguido transformar os livres jornalistas da Dinamarca em criados mudos do fanatismo islâmico. Mas esta tímida diligência ocasionou entre os berberes uma histeria incontrolável, que conduziu ao fecho da Embaixada da Líbia (uma tragédia para os dinamarqueses), a um voto de protesto no parlamento do Iémen (qual parlamento do Iémen?) e ao regresso a casa do embaixador Saudita e das suas inconsoláveis mulheres. Os bonecos, diga-se em prol da verdade, são tolos e sem graça. Mas isso não é razão para onze países muçulmanos enviarem uma queixa à ONU. O que esperam eles, que siga para o Conselho de Segurança, juntamente com o dossier atómico do Irão? A história, bem contada, vem aqui. O cartoon, roubei-o ao On.