24.3.06

Carta de amor nº 1: de um tal L.M.J. para a senhorita X.

Será que o meu amor não chega ao fim?

O tempo não o esgota, pois vivo fora do tempo, desde o tempo em que a vi. Nem a distância o encurta, porque a amo agora, como se estivesse aqui. Nem o desejo o consome, porque a desejo sempre mais, quanto mais amor encontro em mim. Nem a ternura o acalma, a este fogo na alma que nada parece extinguir.

O meu amor por si, é como um astro, que continua a girar mesmo depois de se pôr. É como a água de um rio, que continua a correr, castigada pelo verão. É como um pássaro, que canta quando todos dormem, um relâmpago que explode quando ninguém olha, um fruto que cresce sem se colher. É um bosque profundo, um oceano sem fundo, uma neve eterna. E não vai acabar.

Porque eu sou apenas humano, mas o meu coração é imortal.

4 Comments:

Blogger chuvamiuda said...

.....se eu fosse a senhorita X, correria, correria, olhe correria mas não estou a ver bem para onde.....

3:38 da tarde  
Blogger Luis M. Jorge said...

Para o quarto, leitor. Era essa, em termos gerais, a minha ideia.

5:08 da tarde  
Blogger Susana Bês said...

Irra, que essa senhorita X devia ser de gelo! Pobrecito!

12:53 da manhã  
Blogger Luis M. Jorge said...

(Luis M. Jorge faz beicinho, muito abalado).

1:17 da manhã  

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