30.3.06

Da boa memória.

Ontem comuniquei ao Luís Rainha que lamentava a sua saída do Aspirina B, desejando que ele não guardasse uma lembrança amarga das nossas altercações. Respondeu-me com um pedido de desculpa afectuoso, mas injustificado. Porque terá sido tão fácil fazer as pazes? Porque o Luís é um homem com talento. Os medíocres nunca esquecem.

2 Comments:

Blogger Filipe Moura said...

Bem, eu vou falar agora em meu nome e da minha experiência. O teu caso com o Luís Rainha foi uma "pequena altercação". Contigo e comigo, já agora, nem isso: identificaste-te, deste uma opinião, justa ou injusta, não importa. É para isso que existem as caixas de comentários.
O que se passou entre mim e o Luís Rainha ao longo de todo o ano passado foi muito mais do que uma "pequena altercação": foi uma traição, uma deslealdade, uma canalhice. E as canalhices não se esquecem. Eu, pelo menos, não as esqueço. Esquecer-se as canalhices por conta de um suposto "talento" (que eu nunca desmenti!), e por muito que para ti o oposto seja coisa de "medíocres", para mim só revela uma falta de vergonha na cara. Ou uma profunda falta de auto-estima...
No outro dia falavas das características portuguesas - a falta de vergonha na cara e de auto-estima são duas características bem portuguesas. Não são características minhas.

4:46 da tarde  
Blogger Luis M. Jorge said...

Filipe:

Ordem na mesa, como diria o outro. Eu estava muito longe de imaginar (ou, pelo menos, de recordar) algum conflito entre ti e o Luís Raínha. Este meu post, não é, e nunca seria, uma piada à tua gentil, embora vingativa, pessoa.

Segundo ponto de ordem: toda a gente tem o direito de perdoar ou não os outros. Há gente que me fez coisas que eu não perdoo. Não existe mal em nada disto.

Terceiro: por razões que não vêm ao caso, eu já fui vítima de mais invejas e ressentimentos do que a maior parte das pessoas com a minha idade. Invariavelmente descobri que quando a pessoa era séria, talentosa e competente, isso lhe passava mais tarde ou mais cedo. Quando era um mediocre, refugiava-se no seu ressentimento e fazia-me uma guerra surda, sem quartel. Esta experiência vem-me da vida, e não da reflexão.

Por isso, sem discordar de ti mantenho a minha opinião, pois é bastante diferente da que me atribuiste.

5:06 da tarde  

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