20.3.06

O Yates de Pedro Mexia.

É uma ideia atraente, para Pedro Mexia, definir Yeats como um poeta misógino. No entanto, a classificação é discutível, pois Yeats nada tinha contra as mulheres em geral, mas contra a mulher que amava e o rejeitou vezes sem conta, em particular. Um psicólogo dirá que é sempre assim, um gramático não. Há limites para a interdisciplinaridade.

5 Comments:

Blogger Sandra Costa said...

Por estarmos a falar de intimidade pessoal que só ao a-si-mesmo diz respeito, há limites quando, na produção de possíveis tiradas auto-biográficas, se cai na tentação de projectar em nós, a partir do que se especula em alguns outros, uma arquétipa legitimação do que afinal a ninguém interessa.

Gosto de ler o Mexia, não me impedindo, no entanto, de dizer que ele mesmo também me 'ensina' a separar o lixo daquilo que, numa boa medida de inteligibilidade, parece mais essencial; coisa que também vou aprendendo, lamento-o, a fazer no próprio Estado Civil.

12:57 da manhã  
Anonymous sandra costa said...

Caro Luís M. Jorge,

Normalmente assino apenas como Sandra Costa. Isto assumiu, por erro, outro nome. Peço-lhe, por favor, que apague o primeiro comentário.
Muito Obrigada.

1:10 da manhã  
Blogger Luis M. Jorge said...

Está apagado, hã, Sandra.

1:41 da manhã  
Anonymous Pedro Mexia said...

Assim como Leonard Cohen não é «niilista», como lhe chamei. Imaginei que se percebesse que eram designações irónicas.

(Já agora: o Berman é mesmo alcoólico).

3:24 da tarde  
Blogger Luis M. Jorge said...

Pedro, não vi que tinha comentado. Fiquei na dúvida, se seria de facto ironia - mas mesmo que fosse, arrisquei um post. A palavra "misógino", aplicada ao homem, agradou-me.

3:35 da tarde  

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