3.4.06

Fui à manifestação do Rossio.

Deus estava do lado dos trabalhadores. A tarde aprazível, o sol ameno, a brisa ligeira e confortadora, insuflavam uma esperança remoçada aos delegados da CGTP-IN, reunidos em comício Sábado à tarde, pelas 15 horas, 35 semanais, em frente a um palco no Rossio, ao lado da pastelaria Suíça e de outras amenidades populares. Os camaradas da Comissão Nacional empolgavam com a sua eloquência os turistas alemães, a comunidade guineense e os índios sioux em tournée na esquina da Ginginha com a Chapelaria Azevedo, perto do Teatro Nacional. Há muitos anos que eu próprio não ouvia dizer coisas tão bonitas a respeito da nossa Constituição socialista.

O camarada Carvalho da Silva foi articulado e penetrante, como é seu apanágio. Fiquei a saber que os meus direitos não são negociáveis. Hoje sou pelas cotas, ou quotas, mas não kotas, de mulheres na política, e contra o neoliberalismo. Mas ainda hei-de tirar a limpo porque são tão boas as multinacionais quando cá entram, e tão más quando se vão embora.

Gostei muito de ouvir o Vitorino, que assustou um homem-estátua, e conheci um Fausto, mas ainda prefiro o do Goethe. Comprei castanhas a dois euros, a uma camarada que faz cobrança de cotas, ou quotas, mas não kotas, para a célula do partido em Alfornelos. Achei-as podres, talvez por serem biológicas. Quando parti para o Colombo, a malta ainda estava a gritar.

Assim é que se vê, a força da CGTP.

1 Comments:

Anonymous dng said...

...e como é bonito ver o povo na rua. lutar, sempre!

1:47 da tarde  

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