22.7.06

E está nas palhinhas deitado, coitadinho.

Pela mão vaporosa de Esther Mucznik, investigadora em assuntos judaicos, chegam ao Público, todas as semanas, histórias edificantes sobre o longo padecimento, a serenidade infinita, e o cálido heroismo do povo eleito na terra prometida. Estas ficções desconchavadas não se deixam perturbar pela realidade. Eis, por exemplo, o belo exercício de vitimização que a senhora Mucznik nos propunha ontem, enquanto as suas tropas arrasavam o sul do Líbano:

Numa sinagoga de Safed, teve lugar no passado sábado a circuncisão de uma criança, entre dois ataques de mísseis do Hezbollah. Deram-lhe o nome de Israel - símbolo da vida que teima em renascer em cada momento. Talvez na esperança de que se confirmem as palavras do sermão do rabino: "Da tristeza nasce a felicidade".

A este envolvente slice of life seguia-se um longo arrazoado elogiando o apoio público e a evidente proporcionalidade da reacção hebraica. A peça é uma obra-prima da propaganda mais impudente que alguma vez foi paga pelo bolso dos leitores, pelo engenheiro Belmiro e, se calhar, pelo Ministério da Defesa Israelita. Mas não há dúvida que a senhora Mucznik sabe contar uma história - e o pequeno Israel, se for um bom menino, deve estar roxo de vergonha.

6 Comments:

Blogger sabine said...

Deixei de a ler quando a sra. passou a colaborar na Atlantico. Gosto do povo judaico e dos isrelitas, mas nao tanto!

3:11 da tarde  
Blogger zazie said...

ahahahha

estes teus postes começam a ser deliciosos

6:02 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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8:39 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

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2:54 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Very pretty design! Keep up the good work. Thanks.
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7:44 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

I like it! Good job. Go on.
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5:13 da manhã  

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