3.7.06

Noblesse oblige.

Freitas do Amaral foi meu professor na muito provinciana e muito pedante Faculdade de Direito de Lisboa, há quase vinte anos atrás. Afirmar que ele não merecia aquela santa instituição é quase redundância, se pensarmos que a partilhava com os prosélitos de Soares Martinez e Oliveira Ascensão. Agora que saiu do Governo, arrisco-me a dizer que também não merece este país. Freitas do Amaral foi o homem mais sério, trabalhador, inteligente e honrado que conheci na minha estouvada juventude. As campanhas miseráveis que a Esquerda, primeiro, e a Direita, depois, fizeram contra ele, só provam que a canalha está bem distribuida em Portugal. No entanto, tenho a certeza que nem os seus alunos, nem a História, o irão esquecer.

4 Comments:

Anonymous blogo said...

Tb foi meu prof, embora noutra vetusta instituição. Mas ninguém é a preto e branco e, ao longo da vida, raras são as pessoas de quem conhecemos todos os matizes: conhecemos e criamos afinidade (ou aversão) com aquilo que conhecemos ou nos é dado a mostrar. Quanto à canalha, essa nem precisa de aperceber de qualquer nuance: por definição, é a cegueira que a alimenta.

12:27 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Freitas do Amaral era o melhor ministro deste Governo: batia o pé aos americanos, negociou vantagens para Portugal no âmbito do IV QCA, e até nem se deixou enrolar na desinformação que nos chegou (e chega) até nós sobre a questão de Timor. Não terá substituto à altura.

2:19 da tarde  
Blogger Luis M. Jorge said...

Acabei de apagar um comentário petulante de um anónimo com alma de mestre-escola. Se não fosse anónimo nem petulante, talvez lhe explicasse que os pleonasmos podem ter uma função estilística, mesmo quando não possuem função gramatical.

12:24 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

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1:25 da manhã  

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