17.8.06

Marcelo à distância.

Por razões pessoais não partilho o desdém que tem sido tantas vezes dedicado à memória de Marcelo Caetano. Conheço alguns dos seus descendentes, li uma boa parte das suas obras, e tenho do antigo Presidente do Conselho a ideia de um homem inteligente e honrado. Por isso, fico contente por verificar que o distanciamento histórico já nos permite avaliar a sua memória com equidade: elogiando o académico, reconhecendo os seus princípios, mas sem deixar de festejar os homens que, correndo riscos maiores do que se julga, nos libertaram do regime que ele protagonizou.

3 Comments:

Anonymous mostrengo Adamastor said...

Concordo. Gosto particularmente da generosidade de decisões políticas como a última que tomou: a de cercar o povo que se reunia no Largo do Carmo, de ambos os lados, e matar um a um, a tiro de chaimite. Infelizmente, o comando da GNR desobedeceu ao homem "inteligente e honrado" que, no fundo, apenas tentava "libertar-nos do regime" que ele próprio constituia.

9:48 da manhã  
Blogger Luis M. Jorge said...

Não creio que isso tenha sido uma "decisão" dele, leitor. Parece-me que foi um desvario do director da Pide. Mas posso estar mal informado.

10:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Desvario por desvario (sempre é uma estucha), não lhe fará mal um (re?)visionamento das (elucidativas) "Conversas em Família". De um fôlego, acompanhadas de alguma informação relativa à matéria da actualidade a que a personagem (preceptora) se ia referindo. Vai ver que a impressão das boas qualidades que indica (inteligência e honradez) se evapora depressa. A não ser que tudo não passe de projecção imaginária. Ainda há muito quem.

2:24 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home