23.8.06

Não, João Pinto e Castro.

Também eu defendi um cessar-fogo imediato no Sul do Líbano. Havia, no entanto, um pequeno anseio a acrescentar à exigência: que a seguir ao término da chacina israelita se pudesse reforçar a segurança na zona fronteiriça, de modo a evitar que o Hezbollah, aproveitando a folga, disparasse os seus mísseis contra o norte de Israel. Era para isso que podia servir uma força da ONU. E a França, que passou semanas a clamar por um cessar-fogo, tinha a obrigação moral de ajudar a reforçá-lo. Ajudar a sério, bem entendido: com homens, com armas, com vontade política, e não com um ressentimento canalha e desavergonhado. Exigir um cessar-fogo a Israel sem fazer depois alguma coisa para travar o Hezbollah seria o mesmo que condenar os judeus a um bem comportado suicídio. E não é isso que nós queremos, pois não, João?

3 Comments:

Blogger antimater said...

A ONU está sem dinheiro.
Os EUA são responsáveis pelos montantes mais elevados das dívidas dos países às Nações Unidas.
Qualquer logística mais acelerada envolve custos elevados...

4:08 da manhã  
Blogger Luis M. Jorge said...

Sim, sim. Está sem dinheiro principalmente quando é preciso fazer alguma coisa para proteger Israel.

9:04 da manhã  
Blogger Tarzan said...

Bom post!

Aprecio a sua honestidade intelectual e coerência.

É que depois de ler os seus posts anteriores relativos ao assunto, julguei que fosse mais um dos "barricados" que só consegue ver as coisas numa perspectiva. Afinal não está tão "barricado" quanto parecia.

Saudações

11:59 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home