28.8.06

O natural e o sublime.

Às vezes julgo que os escritores contemporâneos se dividem em dois grupos (lá vamos nós outra vez): os que procuram a naturalidade e os que ambicionam o sublime. O problema é que o estilo sublime facilmente cai na banalidade pomposa, enquanto os herdeiros de Voltaire, Stendhal e Sevigné, os defensores do natural, raramente conseguem não ser chatos. Haverá alternativa? Há sempre alternativas: Carey, Bellow, Rushdie, Amis, talvez Roth, parecem procurar um diálogo inspirado com o leitor. É um bom programa, mas será mais natural ou mais sublime? Não sei; acho que não sou muito bom em classificações.

3 Comments:

Anonymous Thomas de Quincey said...

Caro amigo, a realidade não tem interesse nenhum. Já leu Malraux? Eu nunca consegui.

8:18 da tarde  
Blogger Luis M. Jorge said...

não, não é de realismo - mas de naturalidade - que estava a falar, De Quincey. é bem mais prosaico, mas ocupou muitos talentos ao longo dos séculos.

12:41 da manhã  
Anonymous Thomas de Quincey said...

Sem dúvida. Tresli e extravasei.
Mas compenso a falha: Raffaele Milani

7:47 da tarde  

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