12.8.06

Por onde andam os turistas japoneses este Verão.


Além do Rembrandt na Gemäldegalerie, vale a pena ver a exposição Berlin-Tokyo/Tokyo-Berlin, na Neue Nationalgalerie, dedicada à intensa cumplicidade que nos últimos cem anos uniu as duas capitais. Para lá do Dadaismo, da Bahaus, do Japonismo e de outras polinizações clássicas, esta retrospectiva revela-nos também como está a ocorrer actualmente o diálogo artístico entre ambas as cidades. Abundam as peças engenhosas, como aquela metrópole construida com chips que recebe o visitante no andar inferior, ou o ensaio sobre pet architecture, de uma graciosidade muito oriental, que exibe a obsessão japonesa com o aproveitamento do espaço em várias zonas de Tóquio. No entanto, prefiro a estas obras a revelação mais intimista dos quadros de Naofumi Maruyama, que desconhecia. O pintor apresentou aqui três telas de uma nostalgia pungente sobre o final do Verão, infelizmente indisponíveis na net. Deixo-vos por isso esta imagem, entitulada Brisa do rio 1, vagamente evocativa das outras três que observei em Berlim.