12.9.06

Uma cabeça, duas sentenças.

Teresa de Sousa, no Público:
É talvez isso que é mais perturbador neste quinto aniversário. O vazio deixado pela super-potência que deveria liderar o mundo contra a nova ameaça do fundamentalismo islãmico. De um lado, uma desordem internacional que nos parece à beira do caos. Do Iraque ao Afeganistão, do Líbano à Palestina, de Darfur à deriva anti-democrática da Rússia, dos bombistas-suicídas, que não compreendemos, à possibilidade assustadora de termos de lidar com as consequências de um Irão nuclear. Do outro, um Presidente em quem já nem os americanos acreditam e uma América que paga hoje muito caro os erros que ele cometeu. Enfraquecida militarmente pelo desastre iraquiano, diminuída moral e politicamente aos olhos do mundo. Por causa do unilateralismo arrogante do primeiro mandato, mas, em primeiro lugar, por causa de Guantánamo, de Abu Graibe, do Patriot Act e dos prisioneiros da CIA, das inevitáveis tragédias humanas das guerras que não são compreendidas como justas.

José Manuel Fernandes, em Marte:
"As liberdades cívicas que tornam a vida tão tão agradável no Ocidente (...) assentam num compromisso social. Ora os terroristas querem perturbar este equilíbrio, porque se sentem especialmente afrontados pelo simples facto de gozarmos dessas liberdades."

1 Comments:

Anonymous pedro vieira said...

e não há quem lhe mostre o caminho de volta à terra..

3:44 da tarde  

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