19.11.06

Narciso e Prometeu.

Não me parece que alguma vez tenha distinguido, intimamente, a ficção da realidade. Dizendo melhor - sempre julguei que a ficção literária respondia a perguntas que também se colocam no universo material: podemos ser os criadores do nosso próprio mundo? E conseguiremos criá-lo sem fazer concessões? Podemos ser os espectadores maravilhados daquilo que criamos? Conseguimos, eternamente, surpreender-nos com o que retiramos de nós?