10.12.06

Gravitas.

Porém, para o observador externo da sociedade portuguesa, uma das constatações mais imediatas, e uma das mais surpreendentes, é a de que os portugueses não gostam uns dos outros. Exceptuando-se a si próprio, a sua família e o seu núcleo restrito de amigos, o cidadão português não gosta dos seus concidadãos.

Discordo, uma vez sem exemplo, do professor Arroja. O problema não é que os portugueses se odeiem uns aos outros. O problema é que, tal como na América, metade do país odeia a outra. Eu até simpatizo com os meus concidadãos; mas só simpatizo com aqueles que não se esforçam, desesperadamente, por sair da classe média baixa cultivando os tiques de um quadro médio da banca privada - ou seja, metade do país. Não se trata de elitismo, mas de falta de paciência para débeis mentais. Um passeio à hora de almoço pela Avenida da Liberdade é, a esse respeito, esclarecedor.

2 Comments:

Blogger marta r said...

É verdade. E o pior é que essa metade ameaça tornar-se cada maior... Que mal é que tem pertencer à classe média? Eu não me chateio nada...

7:28 da tarde  
Blogger Luis M. Jorge said...

Absolutamente nenhum, Marta.

8:07 da tarde  

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